Hidratação: os cuidados precisam ser redobrados durante a época quente do verão

Sonolência, baixa energia e irritabilidade. Esses são os principais sintomas de que uma pessoa pode estar desidratada. As altas temperaturas registradas durante o verão favorecem esse quadro, principalmente para pessoas com maior vulnerabilidade, como crianças e idosos.

As médicas Débora Abdala e Lívia Ceccarelli – coordenadora da equipe de clínica médica e coordenadora da pediatria do Hospital Ipiranga de Mogi das Cruzes, respectivamente – dão algumas recomendações para evitar problemas com a desidratação:

– Adultos: consumir um copo de água a cada duas horas;
– Idosos: no mínimo, dois litros por dia;
– Crianças: a quantidade varia de acordo com a faixa etária – de 0,8 litro a 1 litro até 12 meses; 1,5 litro de um a três anos; 1,8 litro de quatro a dez anos; e de 2 a 3 litros acima dos dez anos.

“Esses dois grupos da população – crianças e idosos – não percebem a sede e, portanto, acabam não fazendo uma hidratação correta, o que pode acarretar, inicialmente, insuficiência renal crônica. Em casos mais extremos, a falta de líquido no organismo pode levar até ao coma,” explica Débora Abdala.

Nas crianças, podem aparecer indícios de desidratação como choro sem lágrimas. Já os idosos podem apresentar sensação de secura na língua. Por isso é importante ficar atento aos sinais e procurar sempre ajuda especializada em casos mais graves. Prevenir ainda é o melhor remédio para evitar a desidratação.

Tendo como objetivo alertar a população de Mogi das Cruzes e região sobre os riscos da desidratação, o Hospital Ipiranga promoveu uma campanha para conscientizar pacientes e acompanhantes sobre a importância de se hidratar. Mais de 1.500 garrafas de água mineral foram distribuídas no pronto-socorro, acompanhadas de folhetos com informações úteis para que a desidratação seja prevenida.