Conheça a importância de ser um doador com a história de um australiano!

Nos últimos 60 anos, um australiano doou seu plasma sanguíneo, a cada três semanas, salvando a vida de mais de 2 milhões de bebês vulneráveis à doença de Rhesus (eritroblastose fetal), graças a seus anticorpos raros e originais, de acordo com informações do banco de sangue da Cruz Vermelha australiana.

James Harrison, de 78 anos, tem um anticorpo em seu sangue que é usado para criar a injeção de anti-D, que rotineiramente impede o sistema imunológico de mulheres com sangue rhesus-negativo de atacar suas crianças.

Quando tinha 14 anos, Harrison recebeu uma transfusão de sangue durante uma operação de pulmão e, a partir daí, decidiu ser um doador. Ele começou a doar sangue assim que ele tinha idade suficiente. Naquela época, milhares de bebês estavam morrendo anualmente de uma doença que seria mais tarde diagnosticada como doença de Rhesus. Assim que os médicos descobriram que o sangue de Harrison tinha o anticorpo raro, em 1960, eles usaram seu plasma para criar a injeção anti-D.

“A Austrália foi um dos primeiros países a descobrir um doador de sangue com este anticorpo, por isso foi bastante revolucionário na época”, disse Jemma Falkenmire, do Serviço Australiano de Sangue da Cruz Vermelha, em entrevista ao CNN. Embora tenham sidas descobertas 50 outras pessoas no país que carregam o mesmo anticorpo, esta característica sanguínea ainda é extremamente rara.

“Cada bolsa de sangue é preciosa, mas o sangue de James é particularmente extraordinário. Todo lote de anti-D que já foi feito na Austrália veio do sangue de James. Mais de 17% das mulheres na Austrália estão em risco, por isso, James ajudou a salvar muitas vidas”, acrescentou Falkenmire.

Os cientistas ainda não sabem ao certo porque o sangue de Harrison possui estes anticorpos, mas acreditam que poderia ter a ver com as transfusões que ele recebeu quando criança, durante a cirurgia de pulmão. Agora, eles pretendem encontrar mais doadores de sangue com anticorpos semelhantes no sangue, para ocuparem o lugar de James no futuro.

A importância de ser um doador

O sangue do australiano James Harrison é um tipo único e raro, descoberto apenas quando ele se propôs a doar sangue. “Ao doar sangue você está praticando uma ação voluntária que ilustra a cidadania e o bem-estar social que pode salvar vidas”, explica a Dra. Leila Manfredini Feitosa, chefe do Serviço de Hematologia e Banco de Sangue do Centrho, que atende os Hospitais Ipiranga e tantos outros.

“É imprescindível a população ter consciência da importância de ser um doador de sangue, pois é a única fonte de obtenção deste precioso líquido. Justamente por isso focamos em parcerias durante o ano todo, e o resultado disso é que dificilmente temos baixa de estoque. É importante também ressaltar que o Banco de Sangue Centrho de Hematologia e Hemoterapia de Mogi das Cruzes atende aos Hospitais e pacientes de diversas cidades da região, não somente Mogi das Cruzes”, relata a Dra. Leila.

Por conta de tamanha importância, os Hospitais Ipiranga prezam pela conscientização da doação de sangue, em parceria com o Banco de Sangue Centrho de Hematologia e Hemoterapia de Mogi das Cruzes, que realiza anualmente diversas campanhas com empresas, instituições e enfatiza datas comemorativas para destacar tal importância e manter o estoque de sangue durante todo o ano. “Nessas campanhas é reforçada a importância de ser um doador voluntário de sangue, de se tornar um doador fidelizado à instituição onde doa e, principalmente, informar que cada pessoa pode salvar até quatro vidas com uma doação”, concluiu Leila.

Acesse o site do Centrho para saber como ser um doador!

Fonte: Huffington Post